Posso te perguntar uma coisa?

Chucky estreando na campanha Visa

Não poderia deixa de comentar a campanha da Visa, companhia de tecnologia de pagamento, intitulada “Amigos” com a participação do boneco Chucky.

Pra quem não se lembra, Chucky é o protagonista do filme “Child’s Play” (Brinquedo assassino ou Chucky o boneco diabólico). O filme lançado em 1988, conta a história do boneco que ganha vida após um ritual voodu feito por um serial killer, resultando assim em um boneco assassino.

Chucky alcançou grande sucesso aterrorizando várias crianças até hoje, não caindo no esquecimento por estar sempre presente em vários produtos, como camisetas, brinquedos e também em diversas propagandas.

No comercial da Visa, por exemplo, foi bem trabalhada a imagem do boneco assassino, pois fez sentido no contexto da campanha.

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Criação da AlmapBBDO, o vídeo mostra uma senhora indo até uma loja de brinquedos para comprar um presente para neta, dentre as várias opções ela escolhe o boneco Chucky. Quando chega ao caixa para pagar, a senhora retira da carteira as notas até a vendedora intervir perguntando “Posso te falar uma coisa? Pagar com visa é muito melhor”

O momento impactante é o suspense que a vendedora faz ao iniciar a pergunta olhando para o boneco, e o que se espera é algum comentário sobre a escolha da senhora para o presente de sua neta.

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Pra quem curte filmes de terror certamente vai relembrar aquele momento que espera algo acontecer, motivado muitas vezes pela trilha sonora, mas acontece algo totalmente inesperado.

Quem ainda não viu, aperte o play e não deixe de comentar!

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Censura à dona morte! Os limites da publicidade

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Quando se cria uma campanha para divulgar algo, é como entrar em um mundo de fantasias onde tudo pode acontecer, porém no mundo real nem tudo pode ser veinculado, sendo assim existem várias legislações a serem seguidas.

No Brasil existe o Conar que surgiu em 1980, é uma organização não governamental formada por publicitários e profissionais da área. Sua missão visa promover interesses das partes envolvidas no mercado publicitário, incluindo também, o consumidor.

Suas normas são fundamentadas em um sistema misto de controle, que são as leis e a ética.

“Os preceitos básicos que definem a ética publicitária são:

– todo anúncio deve ser honesto e verdadeiro e respeitar as leis do país,

– deve ser preparado com o devido senso de responsabilidade social, evitando acentuar diferenciações sociais,

– deve ter presente a responsabilidade da cadeia de produção junto ao consumidor,

– deve respeitar o princípio da leal concorrência e

– deve respeitar a atividade publicitária e não desmerecer a confiança do público nos serviços que a publicidade presta.”

Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia ao Conar, que será passada ao CEC (Código de ética do Conar) onde a peça publicitária será avaliada e julgada. Se a denúncia tiver coerência, o Conar pode suspender, corrigir a peça publicitária ou ainda advertir o anunciante e a agência.

Em outros países existem outros órgãos reguladores que possuem seus próprios princípios éticos e leis.

Trago a campanha Hyundai como exemplo de comerciais censurados criada para o Veloster pela agencia Fitzroy que nem chegou a ser divulgado na Holanda, pois não foi aprovado pela marca.

O comercial destaca as três portas do carro, e evidencia os aspectos de segurança e o designer moderno do veiculo.

O vídeo é dividido em dois atos, o primeiro mostra o motorista e uma passageira num Ford Focus europeu, durante um breve dialogo o motorista observa a moça saindo do carro, a mulher sai distraída pela porta esquerda do veículo e a morte abre a porta por fora, a moça sai e acaba sendo atropelada violentamente por uma pick-up que trafegava rapidamente pela rua. No segundo ato, a cena se repete, mas tem um desfecho diferente e inusitado: a passageira, ao tentar sair do veículo pela porta esquerda, percebe que a saída só pode ser feita pelo lado direito. Desse modo, a morte não consegue abrir a porta e a moça vai embora segura.

O comercial deixa marcado o tom de comparação entre os carros, foi censurado por isso e por conter cenas fortes para a publicidade.

Mesmo censurado na TV o comercial viralizou no youtube, e se fosse transmitido no Brasil, iria ser permitido ou também seria barrado? Esse tipo de campanha de impacto funciona ou só chama a atenção por um momento e logo é esquecida? O que vocês acham? Não deixem de comentar!!

Fugir ou enfrentar, você decide! Marketing Interativo e o terror

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Os novos consumidores, cada vez mais, possuem espaços para mostrar suas preferências, necessidades e opiniões. Essas informações são extremamente importantes para criação de bancos de dados e traçar perfis que depois são utilizados para a elaboração de estratégias de marketing. Por isso há uma grande necessidade dos comerciantes se aproximarem do seu consumidor.

Dessa forma surgiu mais um braço das estratégias de mercado, denominado Marketing Direto.

Marketing Direto é uma conversa direta entre o consumidor e o comerciante. Nele, o consumidor é tratado de forma única tendo suas estratégias elaboradas para atingir as necessidades individuais. O marketing direto não trabalha para produtos, mas para pessoas.

Dessa forma, mesmo após a venda efetivada, ainda há a preocupação em saber se o produto comprado supriu as necessidades e se terá uma compra futura. Torna-se um relacionamento que, para durar necessita dessa conversa frequente com a participação de ambas as partes.

Mas como conversar diretamente com seu consumidor sem pressioná-lo? Respondendo essa questão, o marketing direto aprendeu a utilizar a tecnologia ao seu favor.

Através de email marketing, newsletter, redes sociais, sms, entre outras vias, o consumidor é sempre questionado sobre suas preferências e participando de forma ativa no produto final.

O projeto “Last Call” criação da Jung Von Matt, Berlin com produção da Film Deluxe ilustra bem essa ideia de interatividade entre as duas partes.

O projeto é para 13t Street  um canal da NBC especializado em thrillers, filmes de terror e crimes, “Last Call” inverte a situação da plateia, que deixa de ser apenas telespectadora para participar ativamente do filme.

Para dar vida a essa ideia, eles elaboraram uma ação nos cinemas  em que o protagonista do filme ligava aleatoriamente para alguém da plateia, e essa pessoa poderia decidir o destino do personagem.

Então, o que acharam? Marketing Direto é algo útil para nós consumidores ou é somente mais uma forma de sermos perseguidos? E quanto ao vídeo acharam interessante? Não deixem de comentar!!

Se você nasceu para uma coisa, não adianta fazer outra!

Garota do Exorcista

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O rosto da doce Regan MacNeil possuída pelo demônio Pazuzu foi algo que marcou à década de 80 e nos marca até hoje.

Mesmo sendo muito presente em estampas de camisetas, jogos e paródias, é difícil imaginar a “garota do exorcista” realizando algo que não seja filme de terror.

Brincando com essa ideia de não fugir daquilo que você é, a escola de arte e design Panamericana, traz sua campanha com o objetivo de incentivar o seu público a investir em sua vocação.

O filme “Terror” traz a narrativa de duas amigas conversando, sendo que uma delas fala sobre sua insatisfação na sua carreira de atriz, pois só consegue realizar um único tipo de papel.

A sátira é explicada com a assinatura final “Se você nasceu para uma coisa, não adianta fazer outra.”  Que amarra todo o contexto da peça.

Confiram o vídeo dirigido por Marcello Serpa e Luiz Sanches, não deixem de comentar!!

Ficha Técnica – Filme

Anunciante: Panamericana Escola de Arte e Design

Título: Terror

Produto: Institucional

Diretor Geral de Criação: Marcello Serpa, Luiz Sanches

Criação: Rynaldo Gondim, Julio Andery

Produtora: Sentimental Filme

Direção: 2

Fotografia: Pedro Cardillo

Rtvc: Vera Jacinto, Rafael Motta, Elisa Mello, Diego Villas Boas e Thiago Bueno

Trilha / Locutor: Cabaret

Maestro: Guilherme Azem

Montador / Editor: Rogério Ferreira

Finalizadora: Sindicato

Atendimento: Fernanda Antonelli, Isabela Crestana Filippi

Mídia: Paulo Camossa, Wanderley Jovenazzo, Maria Eugenia Penteado

Aprovação: Enrique Lipszyc

Vamos assustar? Marketing de Guerrilha e o terror

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Você já viu esse vídeo?

Foi assim que conheci a campanha “PubLooShocker” , o vídeo desperta a atenção pela sua forma amadora, mostrando a reação de homens ao se depararem com uma pessoa morta no espelho. Estranho não? Mas isso tudo tem um objetivo!

A campanha é criação da agencia Leo Burnett para a ONG Think, no qual o objetivo era conscientizar as pessoas em que bebida e direção não combinam, a agencia buscou uma forma um tanto quanto não convencional para chamar a atenção do seu público para a mensagem da campanha.

Nos banheiros masculinos de um bar na Inglaterra, eles colocaram uma câmera para registrar a reação dos rapazes ao se olharem no espelho e notarem uma batida de carro. Não consegue imaginar como foi isso? Assista ao vídeo e confira;

Mesmo com uma ideia simples, e até mesmo engraçada, já que não tem como não rir vendo os sustos que os rapazes levam, a campanha utilizou uma poderosa estratégia de marketing que é o Marketing de Guerrilha.

Creio que em alguma vez na vida, vocês já ouviram falar em “Marketing de Guerrilha” e tentaram deduzir o que era, acho que todos também, pensaram em algo relacionado à guerra, como algo chocante e intenso. E realmente é, já que o Marketing de Guerrilha é um termo originado na guerrilha bélica, que é um tipo de guerra não convencional no qual a principal estratégia é a utilização de meios inusitados a fim de alcançar o resultado desejado.

O Marketing de Guerrilha tem o objetivo de causar impacto, mesmo tendo um baixo orçamento, seu diferencial perante os outros tipos de propaganda é o fato de causar certo questionamento e interesse por parte do receptor, misturando o medo com a curiosidade. Dentro do Marketing de Guerrilha, existem algumas divisões sendo  as mais importantes;

– Marketing Viral: é como um vírus se dissemina rapidamente, a pessoa vê e sente vontade de passar adiante.

– Marketing de Emboscada: é quando se tira o proveito de um evento onde se encontra seu público para fazer campanhas ao redor do evento, sem ter que patrocinar o mesmo.

– PR Stunt: uma ação de grande impacto para atrair a atenção da imprensa e gerar mídia gratuita. Por exemplo, a campanha da Red Bull “STRATOS” que quebrou vários recordes e teve grande divulgação.

Marketing de Guerrilha quando bem utilizado, proporciona certa fuga das campanhas comuns que apenas poluem nosso dia-a-dia, é sempre interessante de se ver, porém são questionáveis também, porque nem sempre a campanha mais comentada será aquela que trará o melhor resultado de vendas.

Mas e vocês o que acham? Gostaram da campanha da Leo Burnett? Marketing de Guerrilha ainda funciona? Não deixem de comentar!!

Vamos Brincar?! Marketing Infantil e o terror

Em perfumarias ou cosméticas já é de costume ter prateleiras destinadas apenas para produtos infantis, mas o que recentemente chamou minha atenção, foram certas embalagens de xampu para crianças em formato de caveira, achei interessante pelo formato diferenciado e por se um produto para meninas. Imaginei se isso seria interessante para elas, porque até então não sabia que esses xampus na verdade pertenciam a uma linha de produtos da Monster High.

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Pesquisando brevemente sobre a marca, vi que se tratava de um lançamento da Mattel e tinha o objetivo de alcançar um publico que eles não tinham muito espaço, que seria das meninas pré-adolescentes. Esse público definido pela Mattel, ainda gosta de brincar de bonecas e histórias fantasiosas, porem não se interessa mais pela Barbie, então para preencher essa lacuna, foram criadas as bonecas da Monster High, cada uma com uma personalidade e referencia de uma lenda ou um personagem de terror.

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Essas garotas ‘monstruosas’ foram inseridas em um universo atrativo para seu público alvo, em uma escola onde tem que enfrentar dificuldades, como o primeiro dia de aula, fazer amigos e pertencer a um grupo.

Mesmo vindo de lendas de terror, os personagens abusam do salto alto, roupas fashions e muito brilho, foi à forma de atrair as meninas, mas também de levar um pouco das criaturas aterrorizantes do imaginário humano, como o lobisomem, o vampiro, múmias entre outros seres, retratos de forma mais delicada, mas não deixando o lado obscuro e fantasioso.

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Devido a essa mistura, Monster High se tornou um grande sucesso, o que permitiu que a marca possuísse uma extensa linha de produtos, desde brinquedos, materiais escolares, até produtos de higiene, incentivando seu público alvo a sempre querer mais, e a entrar em um formato de consumo compulsivo.  Além disso, a marca também recebeu criticas pelo padrão de beleza que as personagens possuem, já que as bonecas tem um corpo humanamente impossível de possuir podendo passar para seu público alvo, que são garotas de 11 a 13, a ideia de insatisfação com seus próprios corpos.

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Cada vez mais, produtos e marcas semelhantes à Mattel, dedicada ao público infantil crescem no mercado, trazendo consigo estratégias especificas para seu crescimento.

O Marketing infantil trata exatamente disso, aprofundamento no comportamento infantil, separando suas estratégias por sexo, faixa etária e outros critérios para desenvolver produtos que satisfaçam o desejo desses consumidores.

Porém sempre ficam certas questões a serem respondidas em relação ao marketing infantil, pois nessa fase de formação, não se sabe se é saudável, ou correta à exposição de crianças a ideia de consumo.  A criança também pode ser levada a perder características próprias para querer pertencer a grupos sociais e padrões de vida que não são adequadas a elas.

Dessa forma, o marketing infantil apesar do seu brilhantismo tem um lado um tanto quanto questionável.

E vocês? O que acham sobre essa tendência de cada vez mais produtos infantis ganharem espaço? O mundo do terror, suas histórias e lendas ainda surpreendem as crianças? Não deixe de comentar!

Terror é …

Para não deixar o todasmorre desatualizar, hoje trago um rápido post sobre a nova campanha publicitária da Sky, que despertou a minha atenção ao colocar a TV Sky em uma família nada convencional.

Com o slogan “Terror é não ter Sky” o comercial mostra um entregador entrando em uma mansão, lá ele encontra ícones do terror entre eles, o lobisomem, o Frankenstein, e uma vampira interpretada pela modelo Gisele Bündchen, sem muitas falas apenas com a musica Triller ao fundo, o entregador tem o pacote Sky pego pela vampira e sai de cena em uma parede falsa, em seguida os personagens de terror estão todos reunidos assistindo a TV.

Gisele Bündchen

Gisele Bündchen

Esse filme denominado “Mansão” foi criado pela Giovanni + DraftFCB, tem uma bela fotografia, e mostra que não foi nada barato,também passa uma ideia simples que a Sky atende a qualquer um com a mesma qualidade e que só em pensar de não existir os seus serviços seria um terror para todos.

família monstruosa

família monstruosa

Como tem uma pegada de humor, mesmo trazendo uma “família monstruosa”, o comercial pode ser assistido por uma família inteira, desde crianças até mais velhos, como tem uma mensagem simples, não precisa que o telespectador tenha muitas informações para entendê-lo, sabendo que Sky é um serviço de pacotes fechados de televisão já é o suficiente.
O que vocês acharam da ideia? Confira o vídeo abaixo: